We can't find the internet
Attempting to reconnect
Something went wrong!
Hang in there while we get back on track
Avaliação do efeito de nanopartículas de dióxido de titânio (nano-TiO2) na resposta imune inespecífica do marisco branco >i/i< (Reeve, 1854).
Summary
Researchers examined the effects of titanium dioxide nanoparticles (nano-TiO2) on the non-specific immune response of the white clam Amarillodesma mactroides, a gastronomically important bivalve filter-feeder distributed along South American beaches, assessing immune parameters as indicators of nanoparticle ecotoxicological risk and potential for trophic transfer.
A ampla utilização de nanopartículas manufaturadas de dióxido de titânio (nano-TiO2) em inúmeros produtos de consumo humano, e sua consequente liberação em ecossistemas marinhos, pode representar um risco significativo para organismos aquáticos. Por isso, a avaliação de seu impacto biológico é de grande importância. Os invertebrados filtradores que se alimentam de suspensão, como os moluscos bivalves, representam um grupo-alvo único para a ecotoxicologia, e quando se trata de uma espécie de importância gastronômica, o seu estudo é ainda mais importante, pois ajuda, também, na compreensão da potencial transferência de nanopartículas por magnificação trófica. No presente estudo, o marisco branco (Amarillodesma mactroides) foi escolhido por ser um bivalve com importância gastronômica, amplamente distribuído nas praias do Brasil, Uruguai e Argentina e possuir características que podem bioindicar alterações da qualidade ambiental de onde vivem. Este trabalho teve como objetivo estudar parâmetros da imunidade inata destes animais, por meio da caracterização e contagem diferencial dos hemócitos, e investigar os efeitos agudos da exposição in vitro e in vivo de nano-TiO2 na imunidade celular destes animais. Na exposição in vivo, os mariscos vivos foram expostos à nano-TiO2 nas concentrações de 0,01; 0,1 e 1 mg/L durante 24 e 96 horas, e posteriormente foram realizados testes para a contagem total de hemócitos; e avaliação da capacidade germicida. Na exposição in vitro, os hemócitos foram expostos diretamente às soluções de água do mar com nano-TiO2, nas concentrações de 0,001; 0,01; 0,1; 1 e 5µg/mL por 1 hora seguindo-se de averiguação da capacidade fagocítica dos hemócitos. Na caracterização e contagem diferencial dos hemócitos foi possível observar duas subpopulaçãoes celulares: granulócitos, e hialinócitos, sendo os granulócitos o tipo celular prevalente. A capacidade fagocítica mensurada para esta espécie foi de 41% (± 0,03). Os resultados dos testes de toxicidade com nano-TiO2 demonstraram diminuição significativa na porcentagem de hemócitos vivos após 24h de exposição a 1 mg/L de nano-TiO2, porém não em 96 h. Para os demais parâmetros, não foram observados efeitos imunotóxicos das concentrações testadas de nano-TiO2 tanto nas exposições in vivo, como nas in vitro. O presente trabalho contribui com a expansão do conhecimento existente sobre imunidade bivalve e imunotoxicologia das NPs para uma espécie diferente das comumente utilizadas em estudos similares com nano-TiO2. São necessários estudos adicionais para aprofundar e consolidar a investigação sobre o efeito das nano-TiO2 sobre o sistema imune do marisco branco.
Sign in to start a discussion.
More Papers Like This
The Eco-Immunological Relevance of the Anti-Oxidant Response in Invasive Molluscs
Not relevant to microplastics — this review examines how antioxidant defence mechanisms in invasive mollusc species help them survive environmental stress and support immune function, with no focus on microplastic exposure.
Alterações morfológicas induzidas por nanopartículas de dióxido de titânio (nano-TiO >sub<2 >/sub< ) durante o desenvolvimento do ouriço-do-mar tropical >i/i< (Lamarck, 1816).
Titanium dioxide nanoparticles (nano-TiO2), widely used in sunscreens, paints, and plastics, caused developmental abnormalities in tropical sea urchin embryos. The findings raise concerns about how nanoparticles entering coastal waters—from plastic products and other sources—may harm marine life at early life stages.
Effects of nanoplastics on clam Ruditapes philippinarum at environmentally realistic concentrations: Toxicokinetics, toxicity, and gut microbiota
Researchers exposed clams to nanoplastics at concentrations found in real marine environments and tracked how the particles accumulated in their tissues over 14 days. The nanoplastics caused physical damage and significantly altered the clams' gut bacteria. This is concerning because clams are widely consumed seafood, meaning nanoplastic contamination could affect both marine ecosystems and human food sources.
Transcriptomic responses of Antarctic clam Laternula elliptica to nanoparticles, at single and combined exposures reveal ecologically relevant biomarkers
Researchers exposed Antarctic clams to polystyrene nanoparticles and titanium dioxide nanoparticles, finding that both types altered gene expression in ways affecting immune function, antioxidant defenses, lipid metabolism, and cell structure — with the combined exposure producing a distinct response. Four specific gene transcripts were identified as reliable biomarkers for nanoparticle exposure, offering tools for monitoring pollution in the fragile Antarctic ecosystem.
Impact of polyethylene microplastics on the clam Ruditapes decussatus (Mollusca: Bivalvia): examination of filtration rate, growth, and immunomodulation
Researchers exposed clams to polyethylene microplastics at three different concentrations for 14 days and measured the effects on feeding, growth, and immune function. They found that higher microplastic concentrations reduced the clams' ability to filter water and caused weight loss, while also disrupting immune cell integrity. The study demonstrates that microplastic pollution can impair both the feeding efficiency and immune defenses of shellfish.