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Alterações morfológicas induzidas por nanopartículas de dióxido de titânio (nano-TiO >sub<2 >/sub< ) durante o desenvolvimento do ouriço-do-mar tropical >i/i< (Lamarck, 1816).
Summary
Titanium dioxide nanoparticles (nano-TiO2), widely used in sunscreens, paints, and plastics, caused developmental abnormalities in tropical sea urchin embryos. The findings raise concerns about how nanoparticles entering coastal waters—from plastic products and other sources—may harm marine life at early life stages.
Nanopartículas (NPs) constituem uma fonte de poluição ambiental difusa e de difícil remediação, tornando-se um grande e crescente problema ambiental. Dentre as nanopartículas, as de dióxido de titânio (nano-TiO 2 ) são de amplo uso e estão presentes em inúmeros produtos de consumo humano, sendo facilmente inseridas de maneira passiva em ecossistemas marinhos, especialmente em águas costeiras, onde estão menos difusas e em maiores concentrações (<1 mg/L), representando grande risco aos organismos ali presentes. Os ouriços-do-mar são considerados excelentes bioindicadores para avaliar possíveis estressores ambientais físico-quimicos, como mudanças climáticas e compostos tóxicos, principalmente durante o seu desenvolvimento embrionário. A exposição às NPs nos estágios iniciais de vida pode implicar, principalmente, no desenvolvimento incorreto, podendo, por sua vez, comprometer o estabelecimento dessas espécies. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos tóxicos da nano-TiO 2 (0,005, 0,05, 0,5 e 5 g/mL) na fertilização e no desenvolvimento embrionário e larval do ouriço-do-mar Lytechinus variegatus. Para tanto, a toxicidade da nano-TiO 2 foi verificada por meio de testes de capacidade de fertilização e toxicidade ao longo do desenvolvimento, levando em consideração, alterações nas taxas de fertilização, parâmetros morfológicos (microscopia eletrônica de transmissão - MET), morfométricos e presença de malformações (microscopia convencional). Os resultados demonstraram que a exposição dos espermatozoides à nano-TiO 2 por 1 h induziu a diminuição na taxa de fertilização apenas na maior concentração (5 g/mL). Durante o desenvolvimento das gástrulas, a nano-TiO 2 induziu maior toxicidade na concentração 0,005 g/mL, com aumento do número de embriões com desenvolvimento interrompido, sendo esta, a concentração mais baixa testada e a que já se encontra presente no ambiente atualmente. No desenvolvimento das larvas, a maior concentração foi a única capaz de induzir alterações significativas com aumento do número de larvas com desenvolvimento interrompido (EC 50 > 5 g/mL). As mensurações realizadas demonstraram que a nano-TiO 2 induziu uma diminuição significativa no tamanho dos braços pós-oral de larvas plúteos, principalmente nas maiores concentrações (0,5 e 5 g/mL). A partir da análise de MET foi possível observar aglomerados da nano-TiO 2 ao redor das larvas. Levando em consideração que as larvas são filtradoras, estas poderiam interagir com maior facilidade comas NPs em forma de agregados, resultando em um maior impacto no desenvolvimento mais tardio. Nossos resultados apontaram o potencial de toxicidade da nano-TiO 2, demonstrando seus efeitos deletérios na taxa de fertilização e causando malformações e atrasos no desenvolvimento dos embriões e larvas de L. Variegatus , em faixa de concentrações que vão desde cenários de exposição ambientalmente relevantes até de exposição aguda.
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