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Impactos clínicos, sociais, tóxicos e ambientais causados pela exposição contínua e sistêmica de microplásticos no ecossistema brasileiro
Summary
This Brazilian review examines the clinical, social, toxic, and environmental impacts of continuous systemic microplastic exposure in the Brazilian ecosystem, noting that 8.3 billion tons of virgin plastics have been produced globally. The authors discuss how plastic fragmentation into microparticles threatens Brazilian biodiversity, food safety, and human health through multiple exposure pathways.
Introdução: A produção mundial de plásticos cresceu significantemente nos últimos 60 anos, com estimativas de que 8,3 bilhões de toneladas de plásticos virgens tenham sido produzidos para as mais diversas utilizações, O termo “plástico” é derivado da palavra grega “plastikos”, que significa moldagem sendo essencial na vida humana por possuir características como leveza durabilidade, maleabilidade e relativo custo baixo. Com a praticidade do mundo moderno e as novas tecnologias surgiram necessidades por materiais mais práticos e confortáveis, um sério problema surgiu a partir de uma característica inicialmente positiva do plástico. Microplásticos (MPs) são descritos como partículas plásticas de até 5 mm, resultantes da degradação gradual de objetos maiores feitos de plástico, dentre os tipos mais comuns encontram-se o High-density Poly Ethylene (HDPE), Low-density Poly Ethylene (LDPE), Polypropylene (PP), Polyamide (PA), Polystyrene (PS) e Polyethylene Terephthalate (PET). Atualmente, sabe-se que as partículas de plásticos são encontradas no organismo humano, a contaminação pode ocorrer através da alimentação, água e do ar, observou-se efeitos nocivos ao organismo relacionados ao contato com fragmentos plásticos. Objetivo: O presente trabalho busca discutir os impactos causados pelo microplástico ambiental no organismo humano, levando em consideração as formas de contaminação, os tipos de plásticos biodisponíveis e as possíveis doenças causadas pelo mesmo. Método: Trata-se de uma revisão sistemática realizada através da busca nas bases de dados do Portal Periódico CAPES e Revista Nature, delimitando o período de 2021 a 2023. Foram utilizados como descritores: “Microplastic”, “Humans”, “Organs”. Resultados: Evidências sugerem diversos impactos negativos associados aos MPs causando em diferentes orgãos e tecidos como o fígado, coração, pele, intestino e placenta. Os danos causados pela interação com essas partículas são alterações nos parâmetros metabólicos, em estruturas celulares, danos ao DNA, mutagênese, estresse oidativo, inflamação e morte celular, além de impactos sociais, clínicos ambientais. Portanto, a conscientização da população relacionada à políticas de redução do emprego do plástico visando desacelerar o impacto se faz é importante, não só, no meio ambiente como também para saúde humana.