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Perfil de microplásticos em ribeirão de ambiente urbano de pequeno porte

2025
Paulo Rogério Freitas de Matos

Summary

Researchers monitored microplastics in the São Bartolomeu stream in Viçosa, Brazil, finding higher particle abundance downstream of the urban center and during the rainy season, with polypropylene and polyethylene as dominant polymers identified by Raman spectroscopy, while acute and chronic toxicity tests on Daphnia similis showed no significant effects at the concentrations observed.

Polymers
Models

Os microplásticos (MP) são partículas poliméricas menores que 5 mm, amplamente dispersas no meio ambiente e com potencial de impacto ecológico. Presentes nos mais diversos corpos d’água, podem acumular poluentes e afetar organismos aquáticos. O estudo de sua distribuição e influência da urbanização e sazonalidade é essencial para compreender seus efeitos e propor medidas de mitigação. Este estudo investigou a influência da urbanização e da sazonalidade na presença de microplásticos (MP) no ribeirão São Bartolomeu (RSB), em Viçosa (MG) e possíveis efeitos tóxicos de polímeros em Daphnia similis. Foram coletadas amostras em três pontos distintos, dois no ribeirão, um antes e outro após a passagem pelo centro urbano e um em um interceptor da rede de esgotos do município, durante períodos seco e chuvoso. O período chuvoso aumentou significativamente a abundância de partículas suspeitas de serem MP em relação ao período seco a montante do centro urbano, de 0,20 para 0,44 part./L. Abundâncias a jusante foram significativamente maiores que a montante do centro urbano e as maiores abundâncias de partículas foram encontradas no esgoto. A caracterização dos MP foi realizada por espectroscopia Raman, identificando predominância de polipropileno (PP) e polietileno (PE), com abundâncias de MP variando de 0,05 a 2,00 MP/L. Ensaios de toxicidade aguda e crônica em Daphnia similis demonstraram que os polímeros testados não apresentaram efeitos tóxicos nas abundâncias encontradas no RSB. Apesar de não ter sido possível mensurar efeitos tóxicos para a faixa de tamanhos de partículas estudadas, tem sido reportado na literatura que o processo lento de degradação dos microplásticos podem levar a estruturas ainda menores (nanoplásticos) com alto potencial toxicológico. Assim, o presente estudo reforça a necessidade de monitoramento contínuo e medidas mitigadoras para reduzir a contaminação por MP em ambientes aquáticos urbanos. Palavras-chave: polímeros; água ; esgoto; espectroscopia raman ; toxicidade

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