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Remoção de microplásticos de água e de esgoto pelo processo (foto-)Fenton

2025
Giovanna Maria Masiero

Summary

Researchers systematically reviewed the application of Fenton and photo-Fenton advanced oxidation processes for microplastic degradation in water, finding high potential for morphological and chemical alteration of PE, PP, PET, and PVC particles, though noting that fragmentation into nanoplastics and scale-up challenges remain key concerns.

Polymers

A crescente presença de microplásticos (MPs) em ambientes aquáticos representa um desafio significativo para a gestão ambiental e para a segurança dos sistemas de abastecimento de água. Essas partículas, provenientes tanto da produção direta quanto da fragmentação dos plásticos, são caracterizadas por sua elevada persistência e capacidade de transportar poluentes químicos e patógenos. No contexto da remoção de MPs de águas de abastecimento, os Proces sos Oxidativos Avançados (POAs), e em especial os processos Fenton e foto-Fenton, têm se destacado como alternativas promissoras devido à sua capacidade de gerar radicais altamente reativos que promovem a degradação de poluentes recalcitrantes. A presente monografia rea lizou uma revisão sistemática da literatura científica sobre a aplicação de POAs na degradação de MPs em matrizes aquosas. A análise revelou que processos como Fenton clássico, foto Fenton heterogêneo e variantes inovadoras apresentam elevado potencial para promover alte rações morfológicas e químicas nas partículas de MPs, com degradação significativa observada em diversos tipos de polímeros, como polietileno (PE), polipropileno (PP), polietileno terefta lato (PET) e policloreto de vinila (PVC). Estudos laboratoriais amplos evidenciam que a efi ciência desses processos depende fortemente das condições experimentais (pH, concentração de reagentes, tipo de radiação), e que a geração de fragmentos menores de MPs e nanoplásticos é uma preocupação recorrente, exigindo um monitoramento rigoroso. A transposição dos POAs para aplicações em escala real ainda enfrenta desafios técnicos, como a otimização dos sistemas catalíticos, o controle da fragmentação das partículas e a avaliação completa dos im pactos ecotoxicológicos dos subprodutos gerados.

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