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Análise do Índice de Poluição por Microplásticos (IPM) no sedimento arenoso do litoral da capital de Sergipe

DepositOnce 2025
Ayla Maria Dias Monteiro, Fábio Jorge Santos de Castro, Hugo M. Santos, Jéssyca Maria França de Oliveira Melo, Silvânio Silvério Lopes da Costa, Maria Nogueira Marques

Summary

Sampling of beaches in Aracaju, Sergipe, Brazil found 438 microplastic particles across ten sites, predominantly white fragments, with the highest concentration at Praia do Viral (14 MPs/m2) and an average of 7.3 MPs/m2 classifying beaches as moderately abundant in microplastics. This study contributes direct quantitative data on coastal microplastic contamination in Brazil, a country identified as the world's fourth largest plastic polluter, and demonstrates how microplastic pollution index tools can guide solid waste management policy.

O Brasil é o quarto maior poluidor com resíduos plásticos do mundo. Quando degradados pela ação do intemperismo, esses plásticos fragmentam-se em partículas menores que 5 mm, conhecidas como microplásticos (MPs) e se acumulam nas praias. Esses MPs causam impactos negativos tanto no ambiente quanto na vida marinha. O objetivo desta pesquisa foi analisar os MPs encontrados na faixa de areia (FA) e na faixa de vegetação (FV) das praias de Aracaju, Sergipe. As amostras de areias foram coletadas superficialmente no período de outubro de 2023 a abril de 2024 em 10 quadrantes de 50 cm x 50 cm, em cada faixa, em uma área delimitada em 2.000 m2. Os MPs foram extraídos da areia, contabilizados e classificados quanto ao formato e a cor. Em seguida, o Índice de Poluição por Microplásticos (IPM) foi calculado. Entre os 438 MPs contabilizados, o formato “Fragmento” e a cor “Branca” foram os mais prevalentes, com 87% e 69% respectivamente, com maior frequência na FV (p < 0,001). A Praia do Viral apresentou maior concentração de MPs em comparação a todas as outras (p < 0,001). O maior IPM registrado foi na Praia do Viral, com 14 MPs/m2. A média das praias foi de 7,3 MPs/m2 que as classificam como “Abundância Moderada”. Os resultados são úteis para apoiar a gestão dos resíduos sólidos em zonas costeiras e demonstram a necessidade de ações públicas e sociais voltadas à educação ambiental e à conservação do ecossistema, especialmente sobre o uso consciente e descarte correto dos plásticos.

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