0
Article ? AI-assigned paper type based on the abstract. Classification may not be perfect — flag errors using the feedback button. Tier 2 ? Original research — experimental, observational, or case-control study. Direct primary evidence. Environmental Sources Human Health Effects Marine & Wildlife Policy & Risk Sign in to save

Microplastics contamination and toxicity in a coastal marine protected area

LA Referencia (Red Federada de Repositorios Institucionales de Publicaciones Científicas) 2016 Score: 30 ? 0–100 AI score estimating relevance to the microplastics field. Papers below 30 are filtered from public browse.
Pablo Vinicius Santana da [UNIFESP] Silva

Summary

This study examined microplastic contamination and toxicity in a Brazilian coastal marine protected area, finding plastic particles accumulating on beaches and posing risks to filter-feeding organisms and marine food webs. Even protected coastal areas are not shielded from microplastic pollution.

Os plásticos têm trazido grandes benefícios aos humanos, sendo utilizados em diversas atividades como em aplicações médicas, entretenimento e na indústria de alimento. O uso crescente de plástico e seu descarte não adequado têm contribuído para o acúmulo deste detrito no meio ambiente, em especial nos oceanos onde tendem a acumular. Dentre os detritos de plástico de maior importância atualmente estão os microplásticos, que são partículas de plástico de tamanho entre 1 μm e 5 mm. Os principais riscos que os microplásticos oferecem são sua grande capacidade de persistência e dispersão no ambiente marinho, sua grande afinidade por poluentes persistentes orgânicos, sua a ingestão pela biota e a transferência para a teia trófica marinha. Dentre os ambientes marinhos mais impactados por microplásticos, estão as praias arenosas, onde estas partículas tendem a acumular após encalharem ao serem trazidas pelo mar. Este estudo teve como objetivo avaliar a contaminação por microplásticos em uma praia de uma área de proteção marinha costeira e avaliar a toxicidade de pellets virgens e coletados nesta praia no desenvolvimento embriolarval de mexilhão marrom Perna perna. Foram realizadas coletas de microplásticos entre o período de fevereiro de 2014 a fevereiro de 2015 na praia de Paranapuã em duas regiões do perfil da praia (linha de maré alta e supralitoral). As partículas foram analisadas individualmente em laboratório e quanto a composição de seu polímero por Espectrofotômetro de Infravermelho por Transformada de Fourier (FT-IR). Os resultados sugerem que a poluição por microplásticos na praia de Paranapuã ocorre ao longo do ano inteiro, porém variando em concentração ao longo do tempo e com um padrão de distribuição espacial irregular na praia. A concentração de microplásticos está aparentemente relacionada com a direção do vento, tendendo a ser maior quando a direção do vento é a favor da praia. A concentração de microplásticos na praia de Paranapuã (4,72 microplásticos/m²) é próxima àquela encontrada em outras praias no mundo e da região. Os experimentos de toxicidade demonstraram que tanto pellets de plástico virgens como aqueles coletados na praia inibem o desenvolvimento embriolarval de mexilhão marrom. Entretanto, os pellets coletados na praia mostraram uma alta toxicidade que resultou numa porcentagem de larvas anormais ou mortas de 100%, significativamente superior aos pellets virgens que foi de 23,5%. Acredita-se que a diferença de toxicidade entre os pellets virgens e coletados na praia pode ser causada por contaminantes adsorvidos na superfície dos pellets coletados no campo. Os resultados deste estudo sugerem que praias de áreas de proteção marinha costeira próximas a zonas urbanas e regiões portuárias apresentam risco de contaminação por plásticos. Apesar de terem acesso restrito a humanos, os microplásticos entram nestas praias através do ambiente marinho, podendo causar efeitos adversos na fauna destes ambientes. As informações deste trabalho contribuem para a melhor compreensão dos efeitos da contaminação de ambientes costeiros por microplásticos, fornecendo informações básicas para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para uma gestão deste tipo de poluição em áreas de proteção ambiental.

Sign in to start a discussion.

More Papers Like This

Article Tier 2

Contaminação e toxicidade de microplásticos em uma área de proteção marinha costeira

This Brazilian study assessed microplastic contamination and toxicity in a coastal marine protected area, finding that sandy beaches accumulate plastic particles carried in by the ocean. The research highlights that even protected coastal zones are not immune to microplastic pollution, which can be ingested by marine wildlife and enter food webs.

Article Tier 2

Microplastics in a mosaic of Marine Protected Areas from southeastern Brazil: An assessment based on filter-feeding bivalves

Researchers used filter-feeding bivalves as biological monitors to assess microplastic contamination across 28 marine protected areas along a heavily populated stretch of coastline in southeastern Brazil. They found microplastics in bivalves from all sites surveyed, demonstrating that protected status alone does not shield marine areas from plastic pollution. The study highlights how diffuse, transboundary plastic contamination reaches even designated conservation zones.

Article Tier 2

Microplastics Identification in an Environmental Reserve Area of Ilha de Itamaracá - PE

Researchers identified and characterized microplastics in water, sediment, and biota from an environmental reserve area in Brazil, documenting contamination by particles originating from both fragmentation of larger plastic items and primary microplastics, showing that even protected coastal areas are not free of MP pollution.

Article Tier 2

Microplastic contamination in no-take Marine Protected Areas of Brazil: Bivalves as sentinels

Researchers assessed microplastic contamination in ten no-take Marine Protected Areas across Brazil using filter-feeding bivalves as sentinel organisms. They found microplastics in all sampled locations, with concentrations peaking at natural monuments, though no-take MPAs were generally less contaminated than unprotected areas. The predominant polymers were organic and alkyd-based, with fragments smaller than 1,000 micrometers being most common, raising concerns about ecological risks even in protected marine environments.

Article Tier 2

Microplastics contamination along the coastal waters of NW Portugal

Researchers surveyed microplastic contamination across four coastal sites in northwest Portugal — including a marine protected area, an estuary, a shipwreck, and a marina — finding microplastics everywhere, with higher concentrations near fishing and shipping activities. Polyethylene and polypropylene fibers and films dominated, highlighting the widespread reach of plastic pollution even in protected areas.

Share this paper