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Interactions and impacts of distinct microplastics on microalgae and aquatic macroinvertebrates

LA Referencia (Red Federada de Repositorios Institucionales de Publicaciones Científicas) 2022
Barbara Ebilizarda Coutinho Borges

Summary

This Brazilian dissertation research examined how different types of microplastics interact with and affect freshwater microalgae and aquatic macroinvertebrates. The study contributes to understanding how plastic pollution disrupts freshwater ecosystems, which are particularly sensitive to changes in water quality.

A poluição plástica é hoje ubíqua e permeia em praticamente todos os sistemas aquáticos, desde águas continentais, áreas costeiras, oceanos até regiões remotas e polares. Após o seu descarte e por diversas vias, os plásticos acabam chegando aos corpos d'água, onde sofrem exposição a condições ambientais, bióticas e abióticas, capazes de induzir a degradação e fragmentação dos plásticos em pedaços menores. Microplásticos (MP) são partículas antropogênicas (< 5 mm) e são hoje considerados os detritos mais difundidos nos ambientes aquáticos. Os ecossistemas de água doce são recursos especialmente suscetíveis a variações de ordem da qualidade ambiental e, a falta de dados referentes aos impactos causados por MP, exacerba a vulnerabilidade deste ambiente. Considerando este cenário, e dados recentes que demonstram que a crescente entrada de MPs no ambiente aquático pode provocar graves consequência para biota, o presente trabalho teve como objetivo a realização de uma série de ensaios toxicológicos com MP de características variadas e organismos de diferentes grupos de grande relevância para esses ecossistemas: microalgas das espécies Chlorella vulgaris e Raphidocelis subcaptata, e consumidores primários, representados por Chironomus sancticaroli, Daphnia similis, Hyalella azteca, Gmelinoides fasciatus e Gammarus lacustris. Os ensaios foram conduzidos com MP primários e secundários, com diâmetros de até 100 μm e concentrações variadas. Foram avaliadas respostas biológicas diferentes, de acordo com cada espécie, no geral os endpoints analisados foram: taxa de crescimento, atividade fotossintética, clorofila a, mortalidade, ingestão, egestão, estresse oxidativo, alterações comportamentais e biofragmentação de microplásticos pelos organismos. Os resultados mostraram que a ecotoxicidade de MP varia de acordo com as características físicas e químicas das partículas (tamanho, forma, concentração, tipo e tempo de exposição) e dos organismos interagentes, sendo que todos os organismos apresentaram algum efeito tóxico durante e após os períodos de exposição. Foram obtidos resultados diversos e inéditos que contribuem significativamente para o avanço do conhecimento na área. Pela primeira vez, foram registradas alterações à nível molecular nas espécies testadas de díptera e anfípoda após exposição sob condições ambientalmente relevantes e a biofragmentação de MP por D. similis e por H. azteca. Esses resultados reforçam a hipótese de que MP podem induzir respostas fisiológicas nas condições em que são encontrados atualmente, evidenciando os perigos a longo prazo. Futuros estudos poderão se beneficiar de tais desfechos abordados para estabelecer o padrão de distribuição de MP no ambiente e os riscos ecológicos atribuídos a esses eventos.

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