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A megalopolis pollution effect on the zooplankton and the contamination of microplastics in the Tietê River (SP)
Summary
Researchers investigated the effects of megalopolis-scale urban pollution on zooplankton communities in the Tietê River in São Paulo, Brazil, and measured microplastic contamination levels across sampling sites. The study found that extreme urban pollution severely disrupted zooplankton populations while microplastic contamination was widespread throughout the river.
A poluição é uma consequência das diversas atividades que nós, seres humanos, realizamos no dia a dia. Grande parte dela é incorporada aos rios, muitas vezes sem o tratamento adequado. De um modo geral, os efeitos da eutrofização já são bem conhecidos, mas os impactos da poluição extrema sobre a biota aquática ainda precisam ser melhor dimensionados. O descarte irregular de material inorgânico, como plástico, também caracteriza um grave distúrbio ambiental. Por ano, milhões de toneladas desse material são irregularmente descartadas e vão parar em rios e oceanos. Dentro dessa problemática existe um tema que exige uma atenção ainda maior: os microplásticos (MPs), que compreendem polímeros particulados com tamanho inferior a 5 milímetros. Eles representam uma ameaça a biodiversidade e por isso é muito importante compreender melhor como se distribuem nos ambientes e como interagem com a biota. O zooplâncton, foco do estudo, é um grupo biológico que está diretamente ligado a qualidade das águas e é de suma importância para a manutenção de ambientes saudáveis. Esse projeto teve por objetivo avaliar os efeitos da poluição do rio Tietê, altamente impactado pelos despejos domésticos e industriais da região metropolitana de São Paulo, sobre as condições limnológicas e a estruturação da comunidade zooplanctônica, assim como a contaminação de suas águas por microplásticos. Além do rio Tietê, amostrou-se uma lagoa lateral de seu próprio curso e um tributário sem influência de centros urbanos, para fins comparativos. Amostragens foram realizadas em dois períodos (final do chuvoso e seco). A qualidade da água mostrou-se muito diferente entre esses três ambientes. Os valores médios das concentrações de nitrogênio e fósforo no rio Tietê foram, respectivamente, 30 e 60 vezes mais elevados que no tributário no período seco. Na lagoa, a concentração de clorofila a chega a ser 550 vezes maior. Ao todo foram encontrados 66 táxons, sendo 8 espécies de Copepoda, 16 espécies de Cladocera e 41 espécies de Rotifera. A lagoa teve a maior abundância e o tributário a maior riqueza, enquanto o rio Tietê esteve num intermediário entre os dois ambientes. Microplástico foi encontrado em todas as amostras de água analisadas. As concentrações variam de 35 partículas/m³ no rio do Peixe até 814 partículas/m³ no Tietê. A maior parte dos MPs encontrados corresponde a frações menores, entre 0,053 e 0,250 mm, e a “cor” predominante é a transparente para todos os ambientes. Quanto à forma, mais de 80% de todas as partículas foram fibras. Sazonalmente, a quantidade de MPs nos ambientes mais contaminados (rio Tietê e sua lagoa marginal) foi no período de abril, apesar da diferença em relação ao período de agosto não ter sido estatisticamente significativa. No rio do Peixe observou-se o inverso, embora as diferenças tenham sido menores. Esse estudo mostra a importância da manutenção da qualidade da água para a conservação da biodiversidade em ecossistemas aquáticos.
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