0
Article ? AI-assigned paper type based on the abstract. Classification may not be perfect — flag errors using the feedback button. Tier 2 ? Original research — experimental, observational, or case-control study. Direct primary evidence. Sign in to save

Presença de resíduos plásticos no trato digestório de tainhas (Mugil liza) do estuário de Cananeia, sudeste do Brasil

Biodiversidade Brasileira 2024 1 citation ? Citation count from OpenAlex, updated daily. May differ slightly from the publisher's own count.
Gislaine de Fátima Filla, Thiago Poss Moreira, Daniel Bussolaro

Summary

Researchers analyzed the digestive tracts of mullet (Mugil liza) from a Brazilian estuary for the presence of plastic residues, finding ingested plastic fragments in a substantial proportion of examined fish. The study links plastic ingestion rates to proximity of fishing sites to urban waste inputs and adds to evidence of widespread plastic ingestion in commercially important fish species.

Polymers

A contaminação dos ecossistemas marinhos e outros ambientes aquáticos pelo plástico e seus derivados é um grave e crescente problema na atualidade. Os peixes e os outros animais aquáticos são direta e indiretamente atingidos pela presença de plásticos em seus habitat, visto que muitas espécies, independentemente de seu tamanho, ingerem diferentes tipos de plásticos com facilidade. Neste trabalho, investigou-se a presença de plásticos e resíduos plásticos de qualquer tipo no trato digestório de tainhas, peixes do gênero Mugil, que são facilmente encontradas no litoral brasileiro e bastante consumidas como parte da dieta de seres humanos. Dos 57 peixes que tiveram seu trato digestório analisado, 40 apresentaram algum tipo de resíduo proveniente de plásticos junto ao conteúdo alimentar. Materiais como fios de nylon de diferentes cores e pequenos fragmentos de plástico azul foram observados no trato digestório desses animais. Esses resultados são semelhantes a outros estudos, realizados na mesma região com diferentes espécies de peixes e também corroborados por estudos provenientes de outras regiões do litoral brasileiro. Os dados obtidos no presente trabalho demonstram que os peixes estudados podem ingerir diversos tipos de plásticos quando estão presentes em seu habitat natural, indicando o perigo da presença desses materiais nos ecossistemas aquáticos. Â

Share this paper