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Risk Relationship Between Microplastics and Cardiovascular Events: An Integrative Review
Original title: Relação De Risco Entre Microplásticos E Eventos Cardiovasculares: Uma Revisão Integrativa.
Summary
This review of five studies found a possible link between microplastics (tiny plastic particles that get into our bodies through food, water, and air) and heart problems like clogged arteries, blood clots, and strokes. People with higher microplastic levels in their blood or diet—especially those in lower-income communities or heavily polluted areas—seemed to have worse cardiovascular outcomes, though more research is needed to confirm this connection is truly cause-and-effect. Still, it's a good reminder that reducing plastic exposure in daily life may be worth considering for heart health, not just environmental reasons.
Introdução: A grande produção de plástico e o descarte irregular do material são um dos principais problemas ambientais da atualidade, pois seus resíduos permanecem na natureza por longos períodos, degradando-se em partículas cada vez menores até a forma de microplásticos (MP). As doenças cardiovasculares, por sua vez, são a principal causa de morte em todo o mundo, sendo importante avaliar possíveis correlações. Objetivos: Buscar na literatura científica se os MP são fatores de risco para eventos cardiovasculares em humanos. Métodos: Realizou-se uma revisão integrativa de literatura nas bases de dados Embase, PubMed/MEDLINE e LILACS via Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Na Embase, buscaram-se trabalhos que tivessem no título ou no resumo os descritores do Entree: “microplastic” ou “nanoplastic” e “cardiovascular diseases”. Para as outras bases adaptou-se usando os termos do DeCS: “microplastics” ou “nanoplastics” e “cardiovascular diseases”. Em seguida aplicou-se os critérios de exclusão, retirando artigos repetidos, outras revisões de literatura, fora de escopo e fora do período de 2022 a 2026. Resultados e Discussão: Encontrou-se 46 artigos (21 Embase, 22 PubMed e 3 LILACS). Após a aplicação dos critérios de exclusão, selecionaram-se 5 artigos (3 PubMed e 2 Embase) para análise aprofundada. Encontrou-se uma forte correlação entre a concentração de MP sanguíneo e a gravidade da estenose arterial extracraniana de 20 pacientes em um estudo de análise da presença de polímeros no sangue, indicando um possível envolvimento fisiopatológico. Também observou-se que níveis elevados de dímero-D e fibrinogênio, foram positivamente associados à concentração sanguínea de MP, sugerindo um estado pró-trombótico potencialmente relacionado à inflamação vascular. Autores observaram que pacientes com calcificação da parede da aorta apresentavam níveis mais elevados de MP de poliestireno nas fezes. Enquanto outros, compararam 152 condados costeiros nos Estados Unidos, sendo aqueles com níveis elevados de MP marinho os condados com maior prevalência de doença arterial coronariana e AVC. Em estudos, foi constatado que populações socioeconomicamente desfavorecidas apresentavam maior exposição a MP na dieta, que foi significativamente associada ao aumento da carga global de doenças cardiovasculares. Os estudos, mesmo utilizando métodos diferentes, chegam a uma possível relação de risco. Fatores socioeconômicos e ambientais também mostraram impacto relevante na exposição a MP e nos desfechos cardiovasculares. Conclusão: Os estudos analisados sugerem que a exposição a microplásticos pode estar associada ao risco de eventos cardiovasculares, especialmente em populações com maior vulnerabilidade socioeconômica ou residentes em regiões com elevada contaminação ambiental. Esses achados evidenciam a necessidade de pesquisas regionais que avaliem, com rigor metodológico e analítico, os possíveis impactos cardiovasculares dos microplásticos na população brasileira.