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Risk Relationship Between Microplastics and Cardiovascular Events: An Integrative Review

Original title: Relação De Risco Entre Microplásticos E Eventos Cardiovasculares: Uma Revisão Integrativa.

Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research) 2026
Fernando Alves da Silva, Karen da Silva Pinheiro, Gabriel Wilker de Alencar Farias, Fernanda Lima Batista, Tiago Lima Sampaio

Summary

This review of five studies found a possible link between microplastics (tiny plastic particles from broken-down waste) in the body and heart problems, including higher rates of clogged arteries, stroke, and blood clotting markers. People living in areas with more plastic pollution or in lower-income communities seemed to face greater exposure and risk, suggesting environmental cleanup and further research could matter for heart health. That said, this is early evidence from a small number of studies, so it points to a concerning pattern rather than proof that microplastics directly cause heart disease.

Body Systems

Introdução: A grande produção de plástico e o descarte irregular do material são um dos principais problemas ambientais da atualidade, pois seus resíduos permanecem na natureza por longos períodos, degradando-se em partículas cada vez menores até a forma de microplásticos (MP). As doenças cardiovasculares, por sua vez, são a principal causa de morte em todo o mundo, sendo importante avaliar possíveis correlações. Objetivos: Buscar na literatura científica se os MP são fatores de risco para eventos cardiovasculares em humanos. Métodos: Realizou-se uma revisão integrativa de literatura nas bases de dados Embase, PubMed/MEDLINE e LILACS via Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Na Embase, buscaram-se trabalhos que tivessem no título ou no resumo os descritores do Entree: “microplastic” ou “nanoplastic” e “cardiovascular diseases”. Para as outras bases adaptou-se usando os termos do DeCS: “microplastics” ou “nanoplastics” e “cardiovascular diseases”. Em seguida aplicou-se os critérios de exclusão, retirando artigos repetidos, outras revisões de literatura, fora de escopo e fora do período de 2022 a 2026. Resultados e Discussão: Encontrou-se 46 artigos (21 Embase, 22 PubMed e 3 LILACS). Após a aplicação dos critérios de exclusão, selecionaram-se 5 artigos (3 PubMed e 2 Embase) para análise aprofundada. Encontrou-se uma forte correlação entre a concentração de MP sanguíneo e a gravidade da estenose arterial extracraniana de 20 pacientes em um estudo de análise da presença de polímeros no sangue, indicando um possível envolvimento fisiopatológico. Também observou-se que níveis elevados de dímero-D e fibrinogênio, foram positivamente associados à concentração sanguínea de MP, sugerindo um estado pró-trombótico potencialmente relacionado à inflamação vascular. Autores observaram que pacientes com calcificação da parede da aorta apresentavam níveis mais elevados de MP de poliestireno nas fezes. Enquanto outros, compararam 152 condados costeiros nos Estados Unidos, sendo aqueles com níveis elevados de MP marinho os condados com maior prevalência de doença arterial coronariana e AVC. Em estudos, foi constatado que populações socioeconomicamente desfavorecidas apresentavam maior exposição a MP na dieta, que foi significativamente associada ao aumento da carga global de doenças cardiovasculares. Os estudos, mesmo utilizando métodos diferentes, chegam a uma possível relação de risco. Fatores socioeconômicos e ambientais também mostraram impacto relevante na exposição a MP e nos desfechos cardiovasculares. Conclusão: Os estudos analisados sugerem que a exposição a microplásticos pode estar associada ao risco de eventos cardiovasculares, especialmente em populações com maior vulnerabilidade socioeconômica ou residentes em regiões com elevada contaminação ambiental. Esses achados evidenciam a necessidade de pesquisas regionais que avaliem, com rigor metodológico e analítico, os possíveis impactos cardiovasculares dos microplásticos na população brasileira.

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