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Revisão sistemática sobre microplásticos e nanoplásticos no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU)
Summary
Researchers conducted a systematic bibliographic review mapping how microplastic and nanoplastic pollution intersects with each of the UN's Sustainable Development Goals (SDGs), identifying key advances and knowledge gaps from 2022–2023, with the largest concentrations of studies found under SDGs 2 and 14 (food contamination and aquatic life), and notable gaps remaining for terrestrial, tropical, and socioeconomic dimensions.
A produção e o consumo de plásticos são crescentes devido à versatilidade e melhor custo-benefício em comparação com vidro, papel e metais. Entretanto, além da poluição por macro e mesoplásticos, também ocorre a poluição e contaminação por microplásticos (MPs) e nanoplásticos (NPs) que, principalmente devido às suas dimensões menores, causam efeitos adversos nos meios físico, biótico e socioeconômico. Nesse contexto, os MPs e NPs se relacionam à maioria dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Foi realizada uma revisão bibliográfica sistemática nos softwares StArt 3.4 e Excel para cada ODS relacionado aos MPs e NPs, com o objetivo de identificar lacunas e avanços nos anos de 2022 e 2023. Seguindo as etapas de planejamento, identificação, seleção e extração de estudos para a sumarização, foram designados 5; 281; 69; 44; 29; 81; 6; 28; 17; 27; 839 e 54 estudos para os ODS 1; 2; 3; 6; 7; 9; 10; 11; 12; 13; 14 e 15, respectivamente. Destaca-se o número expressivo de estudos relacionados à contaminação de alimentos, águas superficiais e organismos aquáticos; temas associados aos ODS 2 e 14. Como avanços, tem-se a caracterização, quantificação e identificação dos efeitos da exposição de solos, águas superficiais e seres vivos aos MPs e NPs. Com relação às lacunas, destacam-se a ausência de relações explícitas entre os ODS 1; 9; 10 e 12 e os MPs e NPs, ao invés do cenário geral referente aos plásticos; o número limitado de estudos conduzidos in situ, sendo predominantes as análises em laboratório; o domínio de análises no ambiente aquático, apesar da maior quantidade de MPs e NPs em ambiente terrestre, principalmente em áreas urbanas; e o número reduzido de estudos conduzidos em regiões tropicais, em especial no Brasil.